sábado, 1 de maio de 2010

Momento de Adoração, com Padre Luis Fernando

números oficiais da Igreja Católica em Portugal


Vaticano divulga números oficiais da Igreja Católica em Portugal

2010-04-23 00:42:35

O Vaticano divulgou esta Quinta-feira os números oficiais da Igreja Católica em Portugal, os quais falam numa percentagem de católicos de 88,3% da população, confirmando ainda a quebra no número de padres.

Os dados disponibilizados pela sala de imprensa da Santa Sé referem-se à situação no dia 31 de Dezembro de 2008.

De 2000 a 2008, o número de sacerdotes diocesanos baixou de 3159 para 2825 (menos 11%), enquanto que o clero religioso desceu de 1078 para 972 (uma quebra de quase 10%).

Os seminaristas de filosofia e teologia também são menos, segundo os últimos dados disponíveis: de 547, entre diocesanos e religiosos, em 2000 passou-se para 444 em 2008 (menos 19%).

Segundo o Vaticano, a percentagem de católicos em Portugal é de 88,3% dos habitantes - 9,36 milhões de católicos para uma população de 10,6 milhões de pessoas.

O Recenseamento da Prática Dominical, datado de 2001, mostrava que o número total de praticantes não chegava, contudo, aos 2 milhões de fiéis.

A Igreja Católica em Portugal conta com 52 Bispos, 3797 padres, 212 diáconos permanentes, 312 religiosos e 5965 religiosas, para além de 594 membros de Institutos seculares.

O número de catequistas é de 63 906 num total de 4380 paróquias e 2878 outros centros pastorais, espalhados por 21 Dioceses.

Um dado curioso diz respeito aos titulares das Dioceses: desde o ano 2000, foram 13 as Dioceses que passaram a ser lideradas por um novo Bispo.

O Vaticano elenca também os centros escolares que são propriedade da Igreja ou são dirigidos pelos seus membros: há 793 estabelecimentos até à primária, 80 secundários e 26 institutos superiores e a UCP, servindo um total de quase 130 mil alunos.

Quanto a “centros caritativos e sociais” são contabilizados 43 hospitais, 155 ambulatórios, 799 casas para idosos, 663 orfanatos ou asilos, 55 consultórios familiares e centros para a protecção da vida, 462 centros educativos especiais e 168 outras instituições.

Fonte Ecclesia

Quem Me vê, vê o Pai.



João 14,7-14.

Se ficastes a conhecer-me, conhecereis também o meu Pai. E já o conheceis, pois estais a vê-lo.» Disse-lhe Filipe: «Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta!» Jesus disse-lhe: «Há tanto tempo que estou convosco, e não me ficaste a conhecer, Filipe? Quem me vê, vê o Pai. Como é que me dizes, então, 'mostra-nos o Pai'? Não crês que Eu estou no Pai e o Pai está em mim? As coisas que Eu vos digo não as manifesto por mim mesmo: é o Pai, que, estando em mim, realiza as suas obras. Crede-me: Eu estou no Pai e o Pai está em mim; crede, ao menos, por causa dessas mesmas obras.Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim também fará as obras que Eu realizo; e fará obras maiores do que estas, porque Eu vou para o Pai, e o que pedirdes em meu nome Eu o farei, de modo que, no Filho, se manifeste a glória do Pai. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, Eu o farei.»

Comentário ao Evangelho do dia feito por Santo Ireneu de Lyon (c. 130-c. 208), bispo, teólogo e mártir Contra as heresias, IV, 5

«Quem Me vê, vê o Pai.»

O esplendor de Deus dá vida: portanto, quem vê a Deus tomará parte na vida. Eis por que razão Aquele que é intangível, incompreensível e invisível Se oferece para ser visto, compreendido e tocado pelos homens; para poder dar a vida aos que Lhe tocam e O vêem. Porque, se a Sua grandeza é insondável, a Sua bondade também é inexprimível e é graças a ela que Ele se deixa ver e dá vida aos que O vêem.

É impossível viver sem a Vida; não há vida sem a participação em Deus; e essa participação em Deus consiste em ver a Deus e em gozar da Sua bondade. Assim, portanto, os homens verão a Deus para que vivam [...], segundo o que Moisés disse no Deuteronómio: «Hoje mesmo damo-nos conta de que Deus pode falar ao homem e este continuar vivo!» (Dt 5, 24). Deus é invisível e inexprimível [...], mas todos os seres aprendem pelo seu Verbo que há um só Deus Pai, que contém todas as coisas e dá existência a todas as coisas, como diz o Senhor: «A Deus jamais alguém O viu. O Filho Unigénito, que é Deus e está no seio do Pai, foi Ele quem O deu a conhecer» (Jo 1, 18).

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Eu vim ao mundo para que todo o que crê em Mim não fique nas trevas


João 12,44-50.



Jesus levantou a voz e disse: «Quem crê em mim não é em mim que crê, mas sim naquele que me enviou; e quem me vê a mim vê aquele que me enviou. Eu vim ao mundo como luz, para que todo o que crê em mim não fique nas trevas. Se alguém ouve as minhas palavras e não as cumpre, não sou Eu que o julgo, pois não vim para condenar o mundo, mas sim para o salvar. Quem me rejeita e não aceita as minhas palavras tem quem o julgue: a palavra que Eu anunciei, essa é que o há-de julgar no último dia; porque Eu não falei por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, é que me encarregou do que devo dizer e anunciar. E Eu bem sei que este seu mandato traz consigo a vida eterna; por isso, as coisas que Eu anuncio, anuncio-as tal como o Pai as disse a mim.»


Comentário ao Evangelho do dia feito por Santo Anselmo (1033-1109), monge, bispo, Doutor da Igreja Meditações (a partir da trad. Maredsous 1923, p. 142 rev. Tournay)


«Eu vim ao mundo para que todo o que crê em Mim não fique nas trevas»

Ó bom Mestre, Jesus Cristo, estava eu sem amparo, não pedia nada, nem sequer pensava nisso, e a Tua luz iluminou a minha noite. [...] Afastaste de mim a carga que me esmagava, afastaste os que me assaltavam, chamaste-me com um novo nome (Ap 2, 17), emprestando-me o Teu, o nome de cristão. Sentia-me oprimido e Tu reergueste-me. Tu disseste-me: «Tem confiança, Eu resgatei-te, dei a Minha vida por ti. Se quiseres unir-te a Mim, escaparás ao mal e ao abismo para onde corres, e conduzir-te-ei ao Meu Reino.»

Sim, Senhor, fizeste tudo por mim! Estava nas trevas e não sabia nada [...], descia para o abismo da injustiça, tinha caído na miséria dos tempos para descer ainda mais baixo. Quando me encontrava desamparado, iluminaste-me. Sem eu To ter pedido, iluminaste-me. Na Tua luz, vi quem eram os outros e aquilo que eu sou [...]; deste-me confiança e a salvação, Tu que deste a Tua vida por mim [...]. Reconheço-o, ó Cristo, entrego-me inteiramente ao Teu amor.
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Deputado Federal Arolde registra na Câmara nota dos católicos do Rio sobre o PNDH-3


Acabo de registrar no Plenário da Câmara, a nota contra o PNDH-3 de importante segmento da Igreja Católica no Rio de Janeiro.

PNDH-3

A terceira versão do Programa Nacional de Direitos Humanos – PNDH-3, aprovado pelo Decreto nº. 7.037, de 21 de dezembro de 2009, institui, sutil e sistematicamente, inúmeras medidas para desconstruir os padrões e valores sociais, políticos, éticos e morais sobre os quais estão assentados a democracia representativa, o estado de direito e as liberdades individuais e coletivas do povo brasileiro.

De forma solerte, o PNDH-3 introduz mecanismos para contornar dispositivos constitucionais e legais, abrindo caminho para a implantação de um sistema de poder centralizado com controle absoluto das instituições, da sociedade e dos cidadãos.

À medida em que as lideranças nacionais vão desvendando as armadilhas e traições do PNDH-3, começam a manifestar suas perplexidades diante do absurdo do seu conteúdo e da inoportunidade de sua publicação.

As igrejas cristãs, comprometidas que são com os valores éticos e morais, tem se pronunciado de público contrariamente ao PNDH-3, como é o caso de evangélicos, católicos, entre tantos. Vale registrar porque é densa e oportuna a NOTA oficial de importante segmento da Igreja Católica no Rio de Janeiro.


segunda-feira, 26 de abril de 2010

Católicos na Política Critica Programa Nacional de Direitos Humanos


A Pastoral de Católicos na Política da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e do Leste 1 divulgou nota sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) suscita graves preocupações não apenas pela questão do aborto, do casamento de homossexuais, das adoções de crianças por casais do mesmo sexo, etc.


1. O Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) suscita graves preocupações não apenas pela questão do aborto, do casamento de homossexuais, das adoções de crianças por casais do mesmo sexo, pela proibição de símbolos religiosos nos lugares públicos, pela transformação do ensino religioso em história das religiões, pelo controle da imprensa, a lei da anistia, etc, mas, sobretudo, por uma visão reduzida da pessoa humana. A questão em jogo é principalmente antropológica: que tipo de pessoa e de sociedade é proposto para o nosso país.

2. No programa se apresenta uma antropologia reduzida que sufoca o horizonte da vida humana limitando-o ao puro campo social. Dimensões essenciais são negadas ou ignoradas: como a dignidade transcendente da pessoa humana e a sua liberdade; o valor da vida, da família e o significado pleno da educação e da convivência. A pessoa e os grupos sociais são vistos como uma engrenagem do Estado e totalmente dependentes de sua ideologia.

3. Os aspectos positivos, que também existem, e que constituíram grandes batalhas da CNBB e de outras importantes organizações da sociedade civil, são englobados dentro de um sistema ideológico que não respeita a concepção de vida humana da grande maioria do povo brasileiro. Por isso, são de grande valia os pronunciamentos de tantos setores da sociedade, que mostraram profunda preocupação com as consequências da aplicação desse Programa.

4. Nesta 3ª edição do PNDH, estamos diante de uma cartilha de estilo radical-socialista, que esta sendo implantada na Venezuela, no Equador e na Bolívia, e que tem em Cuba o seu ponto de referência.

5. Trata-se de um projeto reduzido de humanidade destinado a mudar profundamente a nossa sociedade.

6. Vida, família, educação, liberdade de consciência, de religião e de culto não podem ser definidos pelo poder do Estado ou de uma minoria. O Estado reconhece e estrutura estes valores que dizem respeito à dignidade última da pessoa humana, que é relação com o infinito e que nunca pode ser usada como meio, mas é um fim em si mesma. A fonte dos direitos humanos é a pessoa e não o Estado e os poderes públicos.

7. O programa do Governo é um claro ato de autoritarismo que enquadra os direitos humanos num projeto ideológico, intolerante, que fez retroceder o país aos tempos de ditadura.

8. Diante desse instrumento de radicalização, somos todos interpelados face às ameaças que dele derivam à eficácia de valores vitais, como os da vida, da família, da pessoa, do trabalho, da liberdade e da Justiça.

9. Os membros da Pastoral de Católicos na Política da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e do Leste 1, que abaixo assinam, posicionam-se fortemente contra tal programa e desejam ver bem discutidas estas propostas de modo a transformá-las, de ameaça que são, em um esforço útil a todo o Povo Brasileiro.

sábado, 24 de abril de 2010

A quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna!

João 6,60-69.
Depois de o ouvirem, muitos dos seus discípulos disseram: «Que palavras insuportaveis! Quem pode entender isto?» Mas Jesus, sabendo no seu íntimo que os seus discípulos murmuravam a respeito disto, disse-lhes: «Isto escandaliza-vos? E se virdes o Filho do Homem subir para onde estava antes?
É o Espírito quem dá a vida; a carne não serve de nada: as palavras que vos disse são espírito e são vida. Mas há alguns de vós que não crêem.» De fato, Jesus sabia, desde o princípio, quem eram os que não criam e também quem era aquele que o havia de entregar. E dizia: «Por isso é que Eu vos declarei que ninguém pode vir a mim, se isso não lhe for concedido pelo Pai.» A partir daí, muitos dos seus discípulos voltaram para trás e já não andavam com Ele. Então, Jesus disse aos Doze: «Também vós quereis ir embora?» Respondeu-lhe Simão Pedro: «A quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna! Por isso nós cremos e sabemos que Tu é que és o Santo de Deus.»

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São Jerónimo (347-420), presbítero, tradutor da Bíblia, Doutor da Igreja Carta 53 a Paulina «As palavras que vos disse são espírito e são vida»

Lemos as Sagradas Escrituras: em minha opinião, o Evangelho é o corpo de Jesus, as Sagradas Escrituras são a Sua doutrina. Sem dúvida que o texto «quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue» encontra toda a sua aplicação no mistério eucarístico; mas o verdadeiro corpo de Cristo e o Seu verdadeiro Sangue são também a palavra das Escrituras, a doutrina divina. Quando vamos receber os sagrados mistérios, se uma partícula cai ao chão, ficamos preocupados. Quando escutamos a palavra de Deus, se estamos a pensar noutra coisa enquanto ela nos entra pelos ouvidos, em que responsabilidade não incorremos!

Sendo a carne do Senhor verdadeiro alimento e o Seu Sangue verdadeira bebida, o nosso único bem é comer a Sua carne e beber o Seu sangue, não apenas no mistério eucarístico, mas também na leitura da Escritura.

Quem realmente come a Minha carne e bebe o Meu sangue tem a vida eterna




João 6,52-59.
Então, os judeus, exaltados, puseram-se a discutir entre si, dizendo: «Como pode Ele dar-nos a sua carne a comer?!» Disse-lhes Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes mesmo a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e Eu hei-de ressuscitá-lo no último dia, porque a minha carne é uma verdadeira comida e o meu sangue, uma verdadeira bebida. Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue fica a morar em mim e Eu nele. Assim como o Pai que me enviou vive e Eu vivo pelo Pai, também quem de verdade me come viverá por mim. Este é o pão que desceu do Céu; não é como aquele que os antepassados comeram, pois eles morreram; quem come mesmo deste pão viverá eternamente.» Isto foi o que Ele disse em Cafarnaúm, ao ensinar na sinagoga.


Comentário ao Evangelho do dia feito por São Padre Pio de Pietrelcina (1887-1968), capuchinho Cartas do Padre Pio

«Quem realmente come a Minha carne e bebe o Meu sangue tem a vida eterna»

- Padre, sinto-me tão indigno de comungar! Sou realmente indigno!- É verdade que não somos dignos de semelhante dom; mas uma coisa é participar deste alimento em pecado grave, outra coisa é não sermos dignos dele. Nenhum de nós é digno dele; mas é Jesus que nos convida, é Ele que deseja que O recebamos. Sejamos, pois, humildes e recebamo-Lo com o coração cheio de amor.- Padre, por que chora quando comunga?- Se a Igreja proclama «Não desdenhou tomar o seio da Virgem» ao falar da
encarnação do Verbo no seio da Imaculada, que dizer de nós, pecadores? Mas Cristo disse: «Se não comerdes mesmo a carne do Filho do Homem e não beberdes o Seu sangue, não tereis a vida em vós». Aproximemo-nos, pois, da mesa da comunhão com muito amor e com grande respeito. Que todo o nosso dia sirva, primeiro para nos prepararmos, depois para darmos graças por esse dom.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

1.200 jovens apresentam sua imagem para compor a do Papa



Um presente para Bento XVI dos organizadores da JMJ Madri 2011

Nos últimos dias, a atividade no perfil da Jornada Mundial da Juventude, no Facebook, esteve movimentada. A proposta era simples: enviar uma foto pessoal para fazer uma composição com uma imagem do Papa. O lema era: “Dar a cara pelo Papa”. Os jovens não tardaram em responder enviando suas imagens como presente a Bento XVI por seu aniversário.

“É como ver toda a Igreja com só um olhar”, “fico feliz em doar minha imagem pelo Papa”, comentaram Robin e Ignacio. No dia do aniversário do pontífice, foi publicado no site da JMJ uma imagem composta por 1.200 fotos que os jovens enviaram em menos de 48 horas.

A resposta dos usuários foi imediata, e o endereço para receber as imagens começou a se acumular com as fotos dos jovens, em todos os idiomas. Ursa, Warren e Noniek receberam em seu correio eletrônico um e-mail de resposta depois de enviar suas imagens. Uma só palavra: “Gracias!”. Apesar dos vários idiomas - esloveno, inglês e indonésio - entenderam esta palavra em espanhol. Suas imagens já estão na composição que foi feita em homenagem ao Papa.

Além disso, há algumas semanas, um loja de Oviedo, na Espanha, recebeu uma tarefa muito especial. Confeccionar bonés bordados com um logotipo, o da JMJ de Madri. As primeiras pessoas que usaram foram os 50 jovens que representaram a JMJ de Madrid na celebração do seu XXV aniversário, no dia 25 de março.

Pouco menos de uma semana depois, na Quarta-Feira Santa, o boné foi recebido pelo Santo Padre. O boné viajou de Madri a Roma na mala de Paula Rodríguez. Sua missão não era simples, tinha de conseguir entregar em mãos o boné comemorativo para o Papa.

Paula trabalha para a JMJ na área de Patrocínios. Seu trabalho consiste em conseguir que empresas e particulares financiem as despesas da JMJ de Madri. Está acostumada com desafios no trabalho, mas conseguiria entregar o boné ao Papa?

No Domingo de Ramos, Paula conseguiu ficar na primeira fila, nada fácil para uma celebração que acolheu pessoas dos cinco continentes. A Praça de São Pedro estava abarrotada de gente. Ela era mais uma entre milhares de pessoas. Depois de várias horas de espera, o Papa se aproximou em sua direção.

Dada a solenidade da cerimônia, Paula decidiu que seria melhor deixar o boné para entregar mais tarde. A ocasião se apresentaria alguns dias depois.

Na Quarta-Feira Santa, Bento XVI celebrou a audiência geral com os peregrinos, novamente na Praça de São Pedro. Paula novamente conseguiu ficar na primeira fila. E desta vez conseguiu. Falou com o Papa e lhe entregou o boné enquanto lhe explicava que era um símbolo comemorativo da próxima JMJ. “Ele pegou o boné, vestiu e olhou nos meus olhos dizendo ‘Ficou bom em mim?’, recorda Paula emocionada.

Depois de cumprir sua missão, Paula relembrava agradecida o que tinha acabado de passar: “foi muito carinhoso, foi verdadeiramente um pai, também emocionado comigo”.

Para ver a imagem do presente ao Papa

http://www.jmj2011madrid.com


(ZENIT.org)

Quem vem a mim não mais terá fome



João 6,35-40.
Respondeu-lhes Jesus: «Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não mais terá fome e quem crê em mim jamais terá sede. Mas já vo-lo disse: vós vistes-me e não credes. Todos os que o Pai me dá virão a mim; e quem vier a mim Eu não o rejeitarei, porque desci do Céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E a vontade daquele que me enviou é esta: que Eu não perca nenhum daqueles que Ele me deu, mas o ressuscite no último dia. Esta é, pois, a vontade do meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia.»


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Comentário ao Evangelho do dia feito por

Balduíno de Ford ( ? – c. 1190), abade cisterciense O Sacramento do altar, II, 3 (a partir da trad. SC 93, pp. 255s.)

«Eu sou o pão da vida»

Cristo diz «Quem vem a Mim não mais terá fome e quem crê em Mim jamais terá sede» [...]. E o salmista diz: «O pão, que lhe robustece as forças», e «o vinho, que alegra o coração do homem» (103, 15). Para os que crêem n'Ele, Cristo é alimento e bebida, pão e vinho. Pão que fortifica e robustece [...], bebida e vinho que alegra [...]. Tudo o que em nós é forte e sólido, jubiloso e alegre para cumprirmos os mandamentos de Deus, suportarmos o sofrimento, executarmos a obediência e defendermos a justiça, tudo isso é força deste pão e alegria deste vinho. Felizes os que agem com força e com alegria! E, dado que ninguém o pode fazer sozinho, felizes aqueles que avidamente desejam praticar o que é justo e honesto, e pôr em todas as coisas a força e a alegria dadas por Aquele que disse: «Felizes os que têm fome e sede de justiça» (Mt 5, 6). Se Cristo é o pão e a bebida que asseguram agora a força e a alegria dos justos, não o será Ele muito mais no céu, quando aos justos Se der por completo?

Notemo-lo, nas palavras de Cristo [...], este alimento que fica para a vida eterna é chamado «pão do céu», verdadeiro pão, pão de Deus, pão da vida. [...] Pão de Deus para o distinguir do pão que é feito e preparado pelo padeiro [...]; pão da vida, para o distinguir desse pão perecível que não é a vida nem a dá, apenas a conserva, com dificuldade e por algum tempo apenas. Este, pelo contrário, é a vida, dá a vida, conserva uma vida que nada deve à morte.