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sábado, 2 de outubro de 2010

Tomar-te-ão nas palmas das mãos

Mateus 18,1-5.10
Naquele momento, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-lhe: «Quem é o maior no Reino do Céu?» Ele chamou um menino, colocou-o no meio deles e disse: «Em verdade vos digo: Se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no Reino do Céu. Quem, pois, se fizer humilde como este menino será o maior no Reino do Céu. Quem receber um menino como este, em meu nome, é a mim que recebe.» «Livrai-vos de desprezar um só destes pequeninos, pois digo-vos que os seus anjos, no Céu, vêem constantemente a face de meu Pai que está no Céu.

Comentário ao Evangelho do dia feito por São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense e Doutor da Igreja 12º sermão para o Salmo 90

«Tomar-te-ão nas palmas das mãos» (Sl 90, 12)

Anjo da Guarda«Ele deu ordens aos Seus anjos para te protegerem em todos os caminhos» (Sl 90, 11). O respeito que esta palavra não deve inspirar-te pela presença do teu anjo! A confiança que não deve suscitar em ti veres que Deus tem o cuidado de te proteger! Presta especial atenção a tudo o que fazes, porque os anjos estão presentes em todos os teus actos, como Deus lhes ordenou. Para onde quer que vás, em qualquer recanto onde te encontres, tem sempre uma grande devoção ao teu anjo da guarda. [...] Duvidas de que este espírito que não vês esteja presente a tudo o que fazes? O respeito que não terias por ele se o ouvisses, se lhe tocasses, se o sentisses perto de ti!Toma bem consciência de que não é apenas a vista que nos garante a presença das coisas; nem tudo o que está presente e é corpóreo pode ser captado pela vista. Quanto mais não estarão os seres espirituais distanciados do alcance dos nossos sentidos, não podendo ser procurados nem encontrados senão por meios espirituais! Assim, pois, se interrogares a fé, ela dar-te-á a certeza de que o teu anjo está sempre na tua presença porque, segundo o apóstolo, a fé é uma prova e uma convicção das realidades que não se vêem (Heb 11, 1). Tem pois a certeza de que os nossos anjos estão sempre presentes, não apenas connosco, mas para nós. Eles encontram-se perto de nós para nos protegerem e nos servirem.Que darás, pois, ao Senhor por tudo aquilo que Ele te deu? (Sl 115,12). A Ele apenas a honra e a glória, pois foi Ele que ordenou aos Seus anjos que nos guardassem; foi Ele que no-los deu; e só Dele pode provir todo o dom perfeito (Tg 1, 17).

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Não devias também ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti?


Mateus 18,21-35.19,1
Então, Pedro aproximou-se e perguntou-lhe: «Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?» Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Por isso, o Reino do Céu é comparável a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. Logo ao princípio, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. Não tendo com que pagar, o senhor ordenou que fosse vendido com a mulher, os filhos e todos os seus bens, a fim de pagar a dívida. O servo lançou-se, então, aos seus pés, dizendo: 'Concede-me um prazo e tudo te pagarei.’ Levado pela compaixão, o senhor daquele servo mandou-o em liberdade e perdoou-lhe a dívida. Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, apertou-lhe o pescoço e sufocava-o, dizendo: 'Paga o que me deves!’ O seu companheiro caiu a seus pés, suplicando: 'Concede-me um prazo que eu te pagarei.’ Mas ele não concordou e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto lhe devia. Ao verem o que tinha acontecido, os outros companheiros, contristados, foram contá-lo ao seu senhor. O senhor mandou-o, então, chamar e disse-lhe: 'Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque assim mo suplicaste; não devias também ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti?’ E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos até que pagasse tudo o que devia. Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar ao seu irmão do íntimo do coração.» Quando acabou de dizer estas palavras, Jesus partiu da Galileia e veio para a região da Judeia, na outra margem do Jordão.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, Eu estou no meio deles

Mateus 18,15-20
«Se o teu irmão pecar, vai ter com ele e repreende o a sós. Se te der ouvidos, terás ganho o teu irmão. Se não te der ouvidos, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas. Se ele se recusar a ouvi-las, comunica-o à Igreja; e, se ele se recusar a atender à própria Igreja, seja para ti como um pagão ou um cobrador de
impostos. Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na Terra será ligado no Céu, e tudo o que desligardes na Terra será desligado no Céu.» «Digo-vos ainda: Se dois de entre vós se unirem, na Terra, para pedir qualquer coisa, hão-de obtê-la de meu Pai que está no Céu. Pois, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles.»

Comentário ao Evangelho do dia feito por Tertuliano (c. 155-c. 220), teólogo A Penitência, 10


«Onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, Eu estou no meio deles»

Vivendo entre irmãos, servos do mesmo amo e para quem tudo é comum, a esperança, o receio, a alegria, o desgosto, o sofrimento (pois têm uma mesma alma, vinda do mesmo Senhor e Pai), porque crês que eles são diferentes de ti? Porque receias que aqueles que conheceram as mesmas quedas se regozijem com as tuas? O corpo não pode regozijar-se com o mal que acontece a um dos seus membros; aflige-se por inteiro e por inteiro se esforça por curá-lo.


Onde dois fiéis estiverem unidos, aí está a Igreja, mas a Igreja é Cristo. Portanto, quando beijas os joelhos dos teus irmãos, é Cristo que tocas, é a Cristo que imploras. E quando, por seu lado, os teus irmãos choram por ti, é Cristo que sofre, é Cristo que suplica ao Seu Pai. Aquilo que o Filho pede é rapidamente concedido.